| Foto Gazeta Press |
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Um
reinado em todos os pisos e modalidades
Maria Esther Bueno, assim como todos os tenistas brasileiros
e sul-americanos, se formou em quadras de saibro. Mesmo assim,
sua adaptação na grama sagrada do All England Club foi excepcional,
pois logo na sua estréia em Wimbledon, em 58, com 18 anos,
levou o título de duplas ao lado da negra Althea Gibson. O
ótimo desempenho de Maria Esther em vários tipos de pisos
chama a atenção principalmente nos dias de hoje. É difícil
encontrar tenistas tão versáteis como Estherzinha, que ganhou
em todos os pisos e modalidades. Os tenistas atuais são especializados,
como é o caso do Guga, que tem uma boa performance no saibro
mas se dá mal na grama.
O resultado dessa versatilidade é uma lista de títulos invejável,
com 170 conquistas fora do Brasil, sendo que em 257 oportunidades
ela estava disputando um troféu. A carreira meteórica e brilhante
de Maria Esther no tênis começou aos 16 anos, em 1956, ainda
como juvenil, quando fez sua primeira viagem internacional
e disputou vários torneios. Dois anos depois, já havia conquistado
12 títulos de simples, 15 de duplas e jogado 26 finais. Em
59, começou seu reinado: levantou pela primeira vez o torneio
de Wimbledon e o Aberto dos EUA. No ano seguinte, voltou a
vencer em Wimbledon e foi vice no US Open. No torneio de duplas
norte-americano levou o título, conquista que fez de Maria
Esher a primeira mulher a fechar o Grand Slam de duplas..
Em 63, chega ao tri em Wimbledon e ao bi no US Open. Nos Estados
Unidos, ela ainda ganharia em 64 e 66, com partidas memoráveis.
O ritmo de vitórias continuou até 67, quando venceu 65 campeonatos
internacionais em simples, outros 90 em duplas e 15 em duplas
mistas, além de ser vice em simples por mais 45 vezes. O número
de títulos só não foi maior devido às doenças - como hepatite
- e contusões, que provocaram interrupções em sua carreira.
Em 77, ela fez sua última final, em Dublin, e anunciou seu
abandono definitivo pouco depois, em Wimbledon.
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