Voltar para a home Terça, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
Abertura
Como era antes
Histórico:
1971 - 1979
1980 - 1986
1987 - 1992
1993 - 2000
2001 - 2006
Todos os campeões
Todas as finais:
1971 1990
1972 1991
1973 1992
1974 1993
1975 1994
1976 1995
1977 1996
1978 1997
1979 1998
1980 1999
1981 2000
1982 2001
1983 2002
1984 2003
1985 2004
1986 2005
1987 2006
1988 2007
1989
Todos os artilheiros
Rebaixamento
Curiosidades
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO
Finais - 1976

O campeonato de 1976 teve início no dia 29 de agosto e término em 12 de dezembro. Participaram 54 clubes, disputando 411 jogos. No total foram 915 gols marcados, com uma média por jogo de 2,22 gols. A média de público foi de 17.010 pagantes por partida.

Decisão
A final do Campeonato Brasileiro de 1976 trazia dois times opostos: o Internacional, atual campeão nacional e considerado o melhor time do país, e o Corinthians, equipe que não vencia um título desde 1954. O sofrimento que gaúchos e paulistas passaram para conseguirem se classificar para a decisão era a única semelhança entre eles. Na semifinal contra o Atlético Mineiro no Beira-rio, o Inter venceu por 2 a 1, de virada, com um belo gol de Falcão no último minuto, após ter tabelado de cabeça com Escurinho. Já o Corinthians havia feito história contra o Fluminense. Cerca de 70 mil corintianos invadiram o Maracanã e incentivaram sua equipe, que empatou o jogo por 1 a 1 e conseguiu a vaga nos pênaltis.

O campeonato iria ser decidido em um único jogo. O critério para se escolher o local da finalíssima não era técnico, mas sim político. O presidente do Corinthians, Vicente Matheus, queria que a partida fosse no Morumbi, só que a antiga Confederação Brasileira de Desportos, a CBD - atual CBF - , escolheu mesmo o Beira-rio. Nos últimos três anos jogando em sua casa, o Inter só havia perdido dois jogos. Mesmo assim, os dirigentes colorados, temendo uma nova invasão, reservaram apenas 15 dos 90 mil ingressos para a torcida paulista.

Os jogadores do Inter estavam encarando a final também como uma vingança, pois 20 dias antes, ainda na fase de classificação, os paulistas haviam vencido os gaúchos por 2 a 1. A ordem do técnico Rubens Minelli era sufocar o Corinthians nos minutos iniciais para garantir de cara a vitória, o que foi atendido pelos seus comandados. Aos oito minutos, Moisés bobeou e Lula roubou a bola, mas acabou concluindo mal.

Só dava Internacional. Aos 19, foi a vez de Valdomiro chutar de primeira para fora, após cruzamento de Vacaria. A torcida apoiava o time e o gol não demoraria muito a sair. Falcão recebeu uma bola na entrada da área, ia matar no peito e acabou sofrendo falta de Zé Maria. Na cobrança, Valdomiro chutou, a bola bateu na barreira e subiu, sobrando na cabeça de Dario, que só colocou para o fundo das redes. Ele havia prometido fazer um gol e cumpriu, aos 29 minutos.

Após a abertura do marcador, o jogo ficou mais aberto. O Inter queria o segundo, enquanto o Corinthians lutava pelo empate. E quase chegou aos 37 minutos, quando Geraldão e Neca, sucessivamente, perderam grandes chances.

No segundo tempo, o time paulista veio com tudo. Aos 8 minutos, Romeu cobrou uma falta e a bola beijou o travessão. Quando parecia que o Corinthians iria reagir, o gol que definiu o título ao Inter aos 12 minutos. Falcão lançou Batista, que acabou sendo derrubado por Ruço. Na falta, Valdomiro cobrou forte, a bola bateu no travessão e entrou cerca de 20 centímetros. O assistente Luís Carlos Félix correu para o meio do campo para validar o gol, mas o árbitro José Roberto Wright ainda estava com dúvida. Depois de ter confirmado o tento colorado, os jogadores corintianos ficaram revoltados e o técnico Duque queria até que o time se retirasse de campo. Quem não deixou foi o capitão Zé Maria, que ainda acreditava em uma difícil virada.

Após cinco minutos de confusão, o jogo reiniciou, mas quando Valdomiro foi cobrar um escanteio, a torcida corintiana começou a arremessar objetos no gramado, paralisando a partida por mais 20 minutos. Quando a bola voltou a rolar, o Corinthians buscava desesperadamente um gol, mas parava nas boas defesas de Manga e na trave, como no chute de Ruço aos 34 minutos.

A raça do Corinthians não foi suficiente para superar a técnica do time de Figueroa e Falcão, que confirmou a condição de melhor do Brasil com o bicampeonato. Quando Wright apitou o final da partida, ninguém duvidava estar vendo ali a melhor equipe que o colorado já tivera.

Final

INTERNACIONAL 2 x 0 CORINTHIANS
data -12 de dezembro de 1976
estádio - Gigante do Beira-Rio
Internacional - Manga – Cláudio, Ffigueroa, Marinho Pres, Vacaria – Caçapava, Falcão, Batista – Valdomiro, Dario e Lula. Técnico: Rubens Minelli.
Corinthans - Tobias – Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo, Vladimir – Givanildo, Ruço, Neca – Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Duque.
gol -
Dario e Valdomiro
árbitro - José Roberto Wright

Campanha do Campeão

54 jogos

23 pontos ganhos

19 vitórias

1empates

3 derrotas
59 gols pró
13 gols contra

Classificação
1
Inter/RS - 54
2
Corinthians - 38
3
Atlético/MG - 36
4
Fluminense - 35
5
Flamengo - 41
6
Grêmio - 33
7
Palmeiras - 31
8
Bahia - 31
9
Coritiba - 29
10
Guarani - 29
11
Santa Cruz - 28
12
Vasco - 27
13
Botafogo/SP - 27
14
Ponte Preta - 26
15
Caxias - 25
16
Náutico - 22
17
CRB - 17
18
Portuguesa - 17
19
Cruzeiro - 19
20
Botafogo/RJ - 18
21
Santos - 18
22
América/RJ - 18
23
Fortaleza - 17
24
Operário/MT - 17
25
Botafogo/PB - 16
26
Vitória - 16
28
Mixto - 15
29
São Paulo - 15
30
Atlético/PR - 14
31
Goiás - 14
32
Paysandu - 13
33
Remo - 13
34
Volta Redonda - 13
35
América/RN - 13
36
Avaí - 12
37
Nacional/AM - 11
38
Flamengo/PI - 11
39
Americano - 10
40
Rio Negro/AM - 10
41
Uberaba - 9
42
Confiança - 9
43
CSA - 9
44
Sampaio Correa - 9
45
Figueirense - 8
46
Fluminense/BA - 8
47
Goiânia - 8
48
América/MG - 7
49
Londrina - 7
50
Rio Branco/ES - 7
51
ABC - 7
52
Ceará - 7
53
Treze - 6
54
Desportiva - 6
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página