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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .CAMPEONATO BRASILEIRO
Finais - 2004

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Santos, Santos, bi! Time mais prejudicado do torneio, o Peixe lutou contra tudo e contra todos para se sagrar a melhor equipe brasileira do Século XXI.

Os críticos do campeonato por pontos corridos tiveram que se conter na edição 2004 do Brasileirão. Pela segunda vez disputado no formato, mais popular na Europa, a competição nacional registrou oito líderes diferentes, briga para escapar do rebaixamento até o final e o Santos, de Robinho, Deivid, Ricardinho e Wanderley Luxemburgo, conquistando pela segunda vez o troféu apenas na última rodada, depois de reviravoltas inesquecíveis na tabela.

Decepcionado com as eliminações precoces tanto no Paulista como na Copa Libertadores, o Peixe depositou todas as suas fichas no Campeonato Brasileiro. No entanto, sob o comando de Émerson Leão, o time acumulou fracassos e goleadas sofridas, chegando a ocupar a 20ª colocação na tabela. Com a chegada de Luxemburgo, o Peixe arrancou, repôs as saídas com contratações certeiras e disparou rumo ao título.

Considerado por muitos o time mais prejudicado do Brasileirão, o Santos foi obrigado a enfrentar erros grotescos de arbitragem, perda de mandos do campo por falta de educação de sua torcida e até o seqüestro da mãe de Robinho, maior estrela da equipe, afastando-o assim de um grande número de jogos, porém não evitando sua eleição para melhor do torneio.

Ao contrário do que previam, o maior adversário do Alvinegro não foi o Cruzeiro, que terminou em uma vexatória 13ª posição, mas sim uma equipe que sequer aparecia na lista dos candidatos a título: o Atlético-PR. O Furacão ficou 18 partidas invicto, até ser surpreendido por um adversário inesperado: o Vasco da Gama, ameaçado pelo rebaixamento.

Jogando sob a pressão de São Januário (e de Eurico Miranda), o Atlético-PR perdeu por 1 a 0 e deixou a briga pelo título, na penúltima rodada. Como prêmio de consolação, o rubro-negro paranaense teve o artilheiro da competição, Washington, autor de 34 gols. Com isso, o “Coração de Leão”, retornando aos gramados após uma complicada cirurgia no coração, cravou o novo recorde de gols do Brasileirão.

O Atlético-PR pode ser considerado um “intruso no meio”, já que os quatros grandes de São Paulo terminaram entre os cincos primeiros. Apenas o Corinthians não se classificou para a Copa Libertadores, por ser o quinto.

Enquanto a parte de cima estava agitada, a briga também corria na rabeira da tabela. Grêmio e Guarani, há anos lutando contra a degola, não resistiram e acabaram rebaixados antes do final. O Vasco salvou-se com a vitória sobre o Atlético-PR, o Flamengo engatou uma seqüência de bons resultados no final (incluindo uma goleada de 6 a 2 sobre o Cruzeiro). Já na última rodada, o Atlético-MG venceu diante de sua torcida, o Botafogo arrancou um empate com o Furacão na Arena, e Criciúma e Vitória completam a lista do desespero, com vaga garantida na Série B de 2005.

Como nem tudo foi festa, uma tragédia marcou negativamente o torneio. No jogo entre São Paulo e São Caetano, no Morumbi, o zagueiro Serginho não resistiu a uma arritmia cardíaca e faleceu subitamente em pleno gramado do estádio. De forma imprópria, o STJD puniu o clube com a perda de 24 pontos e, além da dor de perder um atleta-símbolo da equipe, o Azulão deu adeus às chances de título e vaga na Libertadores. Decisão Com a vitória do Vasco sobre o Atlético-PR, o Santos entrou em campo descansado, pronto para fazer a festa do título. A decisão foi em São José do Rio Preto, já que a Vila Belmiro foi interditada pelo STJD, contra o mesmo rival carioca que lhe ajudara.

Na partida que marcou o retorno de Robinho após o seqüestro de sua mãe, o Santos jogou de maneira irresistível, colocando ponto final em qualquer possibilidade de zebra. Vitória tranqüila por 2 a 1, garantindo assim o segundo título do Santos e o quinto de Wanderley Luxemburgo, o treinador mais vitorioso da história do campeonato.

Campanha do Campeão

89 pontos

27 vitórias

8 empates

11 derrotas

103 gols próprios
58 gols contra

Classificação
1
Santos
2
Atlético-PR
3
São Paulo
4
Palmeiras
5
Corinthians
6
Goiás
7
Juventude
8
Internacional
9
Fluminense
10
Ponte Preta
11
Figueirense
12
Coritiba
13
Cruzeiro
14
Paysandu
15
Paraná
16
Vasco da Gama
17
Flamengo
18
São Caetano (perdeu 24 pts)
19
Atlético-MG
20
Botafogo
21
Criciúma
22
Guarani
23
Vitória
24
Grêmio

Jogo decisivo
SANTOS 2 X 1 VASCO
data - 19/12/2004
estádio - estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP)
SANTOS: Mauro; Paulo César, Leonardo, Ávalos e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Elano e Ricardinho (Marcinho); Robinho (Basílio) e Deivid (William). Técnico: Wanderley Luxemburgo
VASCO: Éverton; Claudemir, Henrique, Fabiano (Gomes), Daniel e Diego; Ygor, Coutinho, Júnior (Rubens) e Rodrigo Souto (Rafael); Marco Brito. Técnico: Joel Santana
gols - 04'(1º) Ricardinho ; 30'(1º) Elano (Santos). 16'(2º) Marco Brito (Vasco)
Cartões amarelos - Ygor (Vasco)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Assistentes: Sérgio Buttes Cordeiro Filho e Paulo Ricardo Conceição (ambos de RS)



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