| Nova parceria e "velho" treinador: segredos do fim do jejum
Por Paulo Amaral
Fotos Djalma Vassão/Gazeta Press |
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| Após 12 anos, Palmeiras volta a comemorar o título |
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A
campanha do título: |
| Palmeiras
3 x 1 Sertãozinho
Santos 0 x 0 Palmeiras
Marília 0 x 1 Palmeiras
Palmeiras 2 x 2 Mirassol
Palmeiras 0 x 1 Ituano
Noroeste 1 x 0 Palmeiras
Palmeiras 0 x 3 Guaratinguetá
Palmeiras 3 x 1 Guarani
Juventus 0 x 4 Palmeiras
Rio Claro 1 x 1 Palmeiras
Palmeiras 1 x 1 Rio Preto
Corinthians 0 x 1 Palmeiras
Bragantino 2 x 5 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Ponte Preta
Palmeiras 4 x 1 São Paulo
Paulista 0 x 2 Palmeiras
Palmeiras 1 x 0 Portuguesa
Palmeiras 3 x 1 São Caetano
Barueri 0 x 3 Palmeiras
Semifinais:
São Paulo 2 x 1 Palmeiras
Palmeiras 2 x 0 São Paulo
Finais:
Ponte Preta 0 x 1 Palmeiras
Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta |
Gols marcados:
45 Gols sofridos:
18 Artilheiro:
Alex Mineiro – 15 gols Maior goleada:
Segundo jogo da final, dia 04/05/2008, no Palestra Itália:
Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta. Gols de Alex Mineiro (3), Valdívia e RicardoConceição (contra).
Número
de títulos:
22 (1920, 1926 (invicto), 1927, 1932 (invicto), 1933,
1934, 1936, 1940, 1942, 1944, 1947,1950, 1959 (supercampeão),
1963, 1966, 1972 (invicto), 1974, 1976, 1993, 1994, 1996
e 2008) |
Sérgio; Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão
e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Edílson
e Zinho; Edmundo e Evair. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro;
Pierre, Léo Lima, Diego Souza e Valdívia; Alex
Mineiro e Kléber. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
O torcedor mais desavisado pode pensar que o único
ponto em comum nos dois times escalados acima é o técnico
Wanderley Luxemburgo, mas a história que liga o Palmeiras
que se sagrou campeão paulista no dia 12 de junho de
1993 graças a uma acachapante goleada por 4 a 0 sobre
o Corinthians, com o time campeão deste domingo, 4
de maio de 2008, em cima da Ponte Preta, tem muito mais semelhanças.
Além do longo jejum em Estaduais que separou as conquistas
(17 anos em 1993 e 12 em 2008), a estrutura das equipes campeãs
só foi montada com êxito graças ao aporte
financeiro de um parceiro forte. Em 1993, o Verdão,
pioneiro, formou com a Parmalat uma das mais fortes co-gestões
da história do futebol brasileiro, que trouxe ao clube
três Campeonatos Paulistas (1993, 1994 e 1996), dois
Brasileiros (1993 e 1994), uma Libertadores (1999), além
de taças de menor expressão.
Agora, em 2008, a reunião entre Palmeiras e Traffic
proporcionou a chegada do “velho” Luxemburgo ao
clube pela quarta vez no início do ano, reuniu o treinador
com um antigo parceiro e deu o pontapé inicial para
a volta dos títulos. Foi ao lado d0 vice-presidente
Gilberto Cipullo, diretor de futebol entre 1991 e 1996, que
o treinador ganhou projeção nacional e conseguiu
trazer para o Verdão jogadores do quilate de Zinho,
Edmundo, Edílson e Roberto Carlos.
Agora com Diego Souza, Denílson, Henrique, Élder
Granja, Kléber e companhia, o treinador formou um grupo
coeso, comandado pelo “Mago” Valdívia no
meio-campo e por “São” Marcos, que voltou
à equipe durante a competição e aumentou
a tranqüilidade do sistema defensivo. E colheu os frutos
do bom planejamento.
“Eu sempre disse que não se ganha um campeonato
apenas com um time. É necessário ter um elenco
forte, pois, na foto posada do time campeão, sempre
aparece um jogador que não atuou durante todo o campeonato.
O futebol é assim”, comentou Luxemburgo, que
montou a dedo seu elenco, apostando em contratações
de risco, como Élder Granja, Denílson e Léo
Lima, além de mandar buscar o “esquecido”
Kléber no futebol da Ucrânia e de insistir na
briga por Diego Souza, também pretendido pelo Grêmio.
O sucesso nas contratações teve colaboração
decisiva de Gilberto Cipullo. O vice-presidente do Verdão
definiu em uma palavra a relação de trabalho
que mantém com Luxemburgo: afinidade. “Na época
em que ele chegou ao Palestra pela primeira vez, já
tinha um título paulista (pelo Bragantino), mas ainda
não era um treinador consagrado. E desde então
temos uma afinidade muito grande, que voltou agora que tivemos
a oportunidade de trabalhar juntos novamente”, comentou
o cartola, que também conta com a admiração
do treinador.
“Minha volta ao Palmeiras deve-se muito ao (Gilberto)
Cipullo, que é uma pessoa com quem me identifico muito
desde a época da Parmalat e tem muita importância
na minha vida. Ele é uma pessoa séria, que trata
o futebol com equilíbrio. Espero que o projeto continue
vencedor como foi na época da Parmalat”, discursou
Wanderley Luxemburgo, retribuindo os elogios recebidos.
Gilberto Cipullo enalteceu a importância da chegada
da Traffic ao Palestra Itália, mas fez questão
de esclarecer que a atual parceria é diferente da formada
com a Parmalat. “A Parmalat era, além de parceira,
patrocinadora do clube. Geria o departamento de futebol junto
com o Palmeiras e pagava parte dos salários. Na hora
da venda, o clube ficava com parte do lucro”, lembrou
o cartola, representante do clube na parceria com a Parmalat,
que durou de 1992 a 2000.
“A Traffic não tem gestão no futebol,
não paga salários e não é patrocinadora.
É parceira nos jogadores, faz o investimento, e há
a divisão de lucro, com o Palmeiras ficando com 20%
aproximadamente”, explicou Cipullo, ressaltando, na
seqüência, que a empresa tem parcela decisiva no
sucesso atual do Verdão.
“Não há dúvida que é importante,
pois hoje em dia é muito difícil para os clubes
brasileiros contratarem jogadores de ponta e, com um parceiro
forte, fica bem mais fácil”, admitiu. “Além
disso, a montagem de um grupo forte valoriza os jogadores
que já eram do clube. Todos se valorizam”, concluiu.
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